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SAINDO DO LUGAR COMUM COM CICERO PAES

Postado em: 18/6/2012 | Categoria: Entrevista
Diário de Motocicleta

O cenário motociclístico no Brasil não é feito só de máquinas e acessórios, é feito de aventureiros que não pensam duas vezes antes de pegar estrada e rodar nosso imenso país e outras terras além.

Com Cicero Paes (59) e Lourdinha, não poderia ser diferente. Este incrível casal já desbravou milhares de km e fronteiras pela América Latina e Europa, sempre compartilhando o amor sobre duas rodas, em uma parceria que já duram anos.

Cicero Paes é integrante da Irmandade Brasil Riders desde os primórdios e o desejo de retribuir toda ajuda que já recebeu nas estradas a fora, criou em sua própria casa A TOCA, um cantinho para receber motociclistas de todo o Brasil e do Mundo que por ventura e aventura, passem por Floripa e necessitem de abrigo.

Só mesmo um irmão de estrada, um motociclista de “raiz” e coração poderia ser capaz de tamanha doação.

Leia um pouco mais sobre essa pessoa ímpar, no bate-papo a seguir.


DIÁRIO – Podemos dizer que 1982 marca o início das grandes viagens de moto?
CICERO – Não saberia precisar se essa data marca em termos gerais as viagens de moto, porém, para mim, coincidentemente, foi o ano que realizei a 1ª longa viagem, do Estado do Paraná até Mato Grosso.

DIÁRIO – Lembra de alguma dificuldade enfrentada nesta primeira viagem?
CICERO – Muitas, não havia bons acessórios, tanto para a moto quanto para o motociclista.

DIÁRIO – De 2002 pra cá, você manteve uma média de ao menos uma grande viagem por ano. Isso é um compromisso assumido ou pura necessidade de diversão?
CICERO – Pura necessidade de diversão, aproveitando as férias anuais.

DIÁRIO – Qual das viagens foi a TOP 10 – aquela mais incrível e por quê?
CICERO – Na verdade foram 2 viagens: Em 2002, de Florianópolis ao Peru, via Estado do Acre e no ano seguinte até Ushuaia, ambas com a mesma moto, a Honda Sahara NX-350. Pelas dificuldades enfrentadas, foram as viagens mais marcantes, apesar de outras posteriores que, em princípio, poderiam ser consideradas relevantes.

DIÁRIO – Existe atualmente algum roteiro sendo preparado?
CICERO – Sim, estamos preparando a 5ª viagem à Europa, desta vez pretendendo chegar até a Grécia.

DIÁRIO – Quais os preparativos para uma grande viagem?
CICERO – São amplamente divulgados, mas entendo que o mais importante é traçar um roteiro básico, sem muitos detalhes, preparar a moto, os equipamentos e tão somente viajar.

DIÁRIO – Quanto tempo em média você leva para estar pronto para as estradas?
CICERO – Muito pouco, até porque não sou detalhista nesse aspecto. Viajo de moto por puro prazer, tanto que não me preocupo por passar próximo de algo imperdível e seguir adiante, não parando ou parando muito pouco.

DIÁRIO – Os imprevistos vão sempre na bagagem. Poderia citar um acontecimento que na hora foi difícil de acreditar que estava acontecendo? Como superou?
CICERO – Um imprevisto que nos marcou bastante foi a imprudência de entrar na Inglaterra em 2008 sem mapas ou GPS. Certamente corremos muitos riscos, mas no final deu tudo certo.

DIÁRIO – Sua esposa viaja sempre com você?
CICERO – Sempre.

DIÁRIO – Nos últimos tempos vem crescendo o número de casais que empreendem viagens de moto pelo Brasil e Exterior. Qual dica você dá para que casais iniciantes não se estressem com os imprevistos de uma longa viagem?
CICERO – Se a companheira fica estressada, em minha opinião há duas explicações:
1-) Não gosta de moto efetivamente ou;
2-) O companheiro a trata apenas como garupa e não como real parceira de viagem (co-piloto).

DIÁRIO – Você é um integrante da Irmandade Brazil Riders desde quando?
CICERO – Sou um dos responsáveis pela Comunidade desde 2000, ou seja, praticamente desde seu início.

DIÁRIO – Gentilmente você criou um ponto de apoio aos motociclistas chamado de a TOCA. Fale um pouco sobre os objetivos e regras de uso.
CICERO – Abordo o objetivo da criação da TOCA em meu segundo livro “Saindo Novamente do Lugar Comum”, qual seja: Uma forma de retribuir aquilo que outros fizeram por nós em viagens e, no caso, optei por apoiar companheiros em viagem, indistintamente, apenas com regras mínimas para coibir eventuais abusos. Por sinal, esses praticamente nunca ocorreram.

DIÁRIO – Os apaixonados por moto turismo possuem três chances de ler suas aventuras. Quais os livros que eles podem adquirir? O que conta cada um deles?
CICERO – O 1º livro “Saindo do Lugar Comum” foi publicado imediatamente após a viagem ao Peru, em 2002 e tem essa como ponto de destaque.
O 2º “Saindo Novamente do Lugar Comum” tem como foco a viagem à Ushuaia em 2003 e o 3º “Viagens e Crônicas para Sair do Lugar Comum” foca nossas viagens à Europa.

DIÁRIO – Como é possível comprá-los e através de qual endereço (site, blog, facebook) o amigo que nos lê agora pode usar para entrar em contato com você?
CICERO – O interessado poderá nos contatar pelo e-mail ciceropaes@ciceropaes.com.br ou através do site www.ciceropaes.com.br.

Cicero encerra nossa conversa com o seguinte recado:

Bem, pode ser uma pretensão utópica, porém procuro trabalhar em prol do que entendo como “motociclismo sério e responsável”, pois em nome da tão propalada “liberdade” que o motociclismo proporciona, muitos pensam que tudo pode, tudo vale, o que não faz sentido, como qualquer pessoa de bom senso sabe. Também não gosto de medições e comparações, pois alguns viajam para os outros. Procuro viajar para mim e tão somente contribuir aos outros, se for o caso.

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Taqueopariu - O outro lado das viagens de moto