Entenda o Proj. Rodando as Cidades da Copa



Diário de Motocicleta

Quem me conhece sabe que eu não sei quantos caras jogam no gol... só para ter uma ideia do grau de importância que o tema futebol tem na minha vida, mas ai você deve estar se perguntando, que raios de projeto é este então?

Bom, há tempos nós sonhávamos em viajar pelo Brasil, na verdade, o plano sempre foi conhecer primeiro o nosso país, para só então sair em viagem pelo mundo.

Quebrar a cabeça montando um roteiro que cruzasse as cinco regiões foi um desafio superado, quando anunciaram a Copa do Mundo no Brasil.
O evento caiu como uma luva, já que distribuiram os jogos pelos quatro cantos do país.

Agora eu tinha um roteiro, e bastou um pouco de logística para traçar os mapas de uma volta completa, em sentido anti horário, saindo de São Paulo, subindo para Brasília, depois Belo Horizonte, Rio de Janeiro, Salvador, Recife, Natal, Fortaleza, Manaus (seis dias navegando o Rio Amazonas e depois descendo a BR-319), Cuiabá, Porto Alegre e Curitiba.

Vimos muitas Arenas ainda em construção, muita obra que até hoje não foi entregue, e nos tornamos os únicos turistas a visitar os 12 Elefantes Brancos erguidos/reformados para a Copa do Mundo.
Política a parte, focamos no turismo que estas 12 cidades "sede da copa" oferecem aos turistas, com ou sem um evento deste porte.

Em parceria pela 2ª vez consecutiva com o Salão Duas Rodas, nossa trip pelo Brasil terminou com a nossa moto mais suja do que nunca, em exposição no Anhembi, onde mais uma vez tivemos o prazer de receber o abraço dos amigos e escutar incríveis relatos de viajantes de moto.

PRAÇA DA POLÍCIA

Cidade: Manaus/AM | Categoria: Passeios
Postado em: 11/9/2013
Diário de Motocicleta

Conversando com o amigo Genghis Souza que carinhosamente me recebeu em Manaus, um viajante de moto tem por obrigação apurar o olhar pelos lugares que se passa, e nunca entrar no automático e simplesmente passar sem absorver, sem observar a realidade ao seu redor.

Manaus é assim... depois de 1.700 km de navegação por rios como o Bahia, e Amazonas, o tanto ver cidadezinhas na beira, se tem a tola visão que Manaus é mais uma, mas não é!

Se o amigo vier à Manaus, venha de barco com sua moto e tenha uma ideia de se povoar um cidade no meio da floresta em meados de 1800.

Garanto que descerás ao porto com um pouco mais de respeito e ao se deparar com uma cidade repleta de prédios incríveis, tanto em arquitetura como história, a máquina não vai mais parar de registrar fotos.

Bem perto do Central Hotel Manaus está a Praça Heliodoro Balbi no Centro que possui uma beleza ímpar, ainda mais no final da tarde, onde seus detalhes ficam mais encantadores.

A praça era conhecida como Largo do Liceu em meados de 1886 quando foi construído o Liceu Provincial Amazonense, atual Colégio Amazonense Dom Pedro II.

Também conhecida como Praça da Polícia, tornou-se palco de um importante evento cultural na noite do dia 22 de novembro de 1954, quando um grupo de escritores amazonenses fundou o Clube da Madrugada que teve, e tem até hoje, como sede, um frondoso e secular "Mulateiro" (árvore da região) plantado quase em frente ao Palacete Provincial.
Os namorados gostam de sentar-se abaixo de suas sombras.

A praça tem segurança por todos os cantos, criando assim um ambiente seguro para fotos e filmes, principalmente próximo aos agentes de segurança.
Além do Mulateiro, a praça possui um coreto todo em ferro, forte como as raízes que quiseram fixar nestas terras. Imponente, delicado e preservadíssimo testemunho da história com lindos balaústres que iluminados realçam ainda mais o verde exuberante da praça .

Há pontes passando por cima de lagos que por manutenção, não esguichava água de seu chafariz, mas a música romântica tocava nos autos falantes, lugarzinho ideal para namorar no banco da praça.

Ao redor de muitas árvores e flores, existem vários Sebos com todos os tipos de impressos. De livros à gibis, uma infinidade de garimpo para quem gosta de raridades e clássicos.

O Palácio Provincial construído em meados de 1861 para ser o Quartel General da Polícia Militar, abriga vários museus e mostras itinerantes.

Com entrada gratuita, o prédio passa por reforma (SET/13) e não é possível visitar a Exposição de Esculturas do Mundo, que conta com réplicas de estátuas históricas disponíveis em museus da França e a Sala de Memória do Comando Geral da Polícia Militar, um espaço de exposição de móveis utilizados pelos oficiais no Amazonas.

A exposição Flagrantes da História da Polícia Militar estava fechada, não sei se pela proximidade do fechamento do palácio às 17h, ou por reforma também... mas conta a trajetória dos policiais militares que atuaram na região amazônica, apresentando um vasto acervo com armaduras francesas, material bélico, bandeiras e banners.

Agora o Museu de Numismática do Amazonas é uma exposição fantástica com a história da moeda, do dinheiro ao redor do mundo.

Esta monstruosa coleção foi organizada pelo comerciante amazonense Bernardo D'Azevedo da Silva Ramos, um estudioso e fascinado pela Numismática, viajou por vários países, seguidas vezes, adquirindo peças para sua coleção particular.

Em 1898 adquiriu a valiosa coleção e respectiva biblioteca especializada, do humanista pernambucano Cícero Peregrino Dias, enriquecendo ainda mais o seu acervo pessoal.

Os painéis de informação ilustram a mostra com mapas dos continentes e países com fotos de suas respectivas moedas, breve história e data de circulação.

O mapa da África impressiona as conchas usadas como moedas, com valores fixos e algumas com furos para serem usadas em colares afim de exibir sua riqueza.
Dinheiro de porcelana!

Já da Malásia, uma moeda em formato de chapéu quadrado, coisa de 15cm de largura impressiona pelo tamanho e cunho.

Vale a visita e a volta... amanhã voltarei para mais uma olhada na mostra que não pode fotografar por questão de segurança.

O funcionamento do Palacete Provincial é de segunda a sexta das 8h às 12h e das 13h às 17h. Endereço: Entre as ruas José Paranaguá, Sete de Setembro, Dr. Moreira, Guilherme Moreira e Getúlio Vargas - Praça Heliodóro Balbi s/nº – Centro.

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