Entenda o Proj. Rodando as Cidades da Copa



Diário de Motocicleta

Quem me conhece sabe que eu não sei quantos caras jogam no gol... só para ter uma ideia do grau de importância que o tema futebol tem na minha vida, mas ai você deve estar se perguntando, que raios de projeto é este então?

Bom, há tempos nós sonhávamos em viajar pelo Brasil, na verdade, o plano sempre foi conhecer primeiro o nosso país, para só então sair em viagem pelo mundo.

Quebrar a cabeça montando um roteiro que cruzasse as cinco regiões foi um desafio superado, quando anunciaram a Copa do Mundo no Brasil.
O evento caiu como uma luva, já que distribuiram os jogos pelos quatro cantos do país.

Agora eu tinha um roteiro, e bastou um pouco de logística para traçar os mapas de uma volta completa, em sentido anti horário, saindo de São Paulo, subindo para Brasília, depois Belo Horizonte, Rio de Janeiro, Salvador, Recife, Natal, Fortaleza, Manaus (seis dias navegando o Rio Amazonas e depois descendo a BR-319), Cuiabá, Porto Alegre e Curitiba.

Vimos muitas Arenas ainda em construção, muita obra que até hoje não foi entregue, e nos tornamos os únicos turistas a visitar os 12 Elefantes Brancos erguidos/reformados para a Copa do Mundo.
Política a parte, focamos no turismo que estas 12 cidades "sede da copa" oferecem aos turistas, com ou sem um evento deste porte.

Em parceria pela 2ª vez consecutiva com o Salão Duas Rodas, nossa trip pelo Brasil terminou com a nossa moto mais suja do que nunca, em exposição no Anhembi, onde mais uma vez tivemos o prazer de receber o abraço dos amigos e escutar incríveis relatos de viajantes de moto.

TURÍSMO FRUSTRADO EM CUIABÁ/MT

Cidade: Cuiabá/MT | Categoria: Passeios
Postado em: 24/6/2015
Diário de Motocicleta

Quando chegamos em Cuiabá, faltava pouco menos de uma ano para o início da Copa do Mundo de 2014, a cidade estava com obras para todos os lados, com novas avenidas e alças de acesso em construção, e este caos generalizado nos levou a rodar por um bom tempo até acharmos a nossa pousada.

No dia seguinte, já descansados, saímos para conhecer a cidade e o primeiro lugar foi o Centro Histórico de Cuiabá, tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) e formado pelas primeiras vias urbanas da cidade, abertas a partir da descoberta de ouro em abundância às margens do córrego da Prainha, em 1722.

O período de mineração foi curto, durou até 1730, mas foi fundamental para definir os eixos de ocupação da cidade, que foi crescendo e consolidando outros espaços, como o quadrilátero do Largo da Matriz, onde, além dela, estavam o pelourinho, a casa de câmara e cadeia e a residência dos ouvidores e juízes-de-fora.

Ruas como a do Meio, de Baixo, do Beco e do Candieiro guardam muitas relíquias do período colonial e somam uma área com mais de 13 hectares, onde estão cerca de 400 imóveis.

Infelizmente a Secretaria de Cultura da cidade não atenta para o fato que turismo se faz todos os dias, e principalmente aos finais de semana, e alheio a este movimento, mantêm seus principais atrativos fechados aos sábados e domingos.

Não conseguimos visitar nenhum museu e até mesmo igrejas como a Catedral Metropolitana de Cuiabá estava fechada, bem como o Museu Morro Da Caixa D’água Velha.
Estes, entre outros, são abertos ao público de segunda a sexta em horário comercial, e embora haja sites informando a abertura nos finais de semana, na prática a teoria é outra.

Então se você for à Cuiabá, aproveite um dia durante a semana e visite o Museu Morro da Caixa D’água Velha que tem capacidade para armazenar 1,2 milhão de litros e que foi inaugurado em novembro de 1882, na gestão do Coronel José Maria de Alencastro.
Durante 142 anos foi a responsável pelo abastecimento de Cuiabá, que contava então com pouco mais de 20 mil habitantes.

A água, captada pela Hidráulica do Porto, por máquina à vapor, diretamente do Rio Cuiabá, era distribuída por canos de ferro fundido e, aproveitando a gravidade, chegava às bicas espalhadas pela área central da cidade, das quais eram carregadas em tambores por carroças e charretes ou em baldes, nos ombros de homens ou nas cabeças de mulheres, que, muitas vezes, faziam deste trabalho seu ganha pão.

O crescimento da população exigiu outras alternativas de abastecimento, e a velha caixa d´água foi desativada em 1940.

Por 65 anos seu espaço serviu a outras finalidades. Abrigou a estação de transmissão da Rádio A Voz D´Oeste, em seguida, foi local de ensaios do Bloco e depois Escola de Samba Beleza Pura.

No ano de 1991, foi elevada a Patrimônio Cultural da cidade, pela Câmara Municipal, e em setembro de 2007 foi revitalizada e entregue à cidade como o Museu Morro da Caixa D´água Velha, abrigando diversas exposições e variados eventos além das suas paredes que apresentam aspectos das antigas técnicas de construção, que usavam pedra canga e cristal, e argamassa sem cimento, com areia lavada e cal virgem.

Outro ponto turístico que também encontramos fechado, foi a Catedral Metropolitana, construída em 1722, inicialmente de pau-a-pique.
A Igreja Matriz de Cuiabá foi dedicada ao Senhor Bom Jesus e reconstruída em taipa entre 1739 e 1740.

Em 1868 passou por uma reforma que lhe alterou a torre e a fachada - novamente modificadas na década de 1920, ao mesmo tempo em que, a segunda torre foi construída.

O impressionante foi o fato que o pensamento modernizador vigente na década de 1960, tomou-se a absurda decisão de demoli-la, o que ocorreu em 25 de setembro de 1968, somente após várias cargas de dinamite, ato que por vários anos foi lembrado e lamentado, já que a antiga igreja era uma joia do período colonial.

No lugar dos escombros foi construído um templo novo, de concreto armado, obra que começou pela capela-mor, aos fundos, antes mesmo da demolição completa da antiga igreja, e foi inaugurada em 24 de maio de 1973.

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