Entenda o Proj. Desafio Bolívia



Diário de Motocicleta

Após dois anos da realização da nossa última viagem de longa distância (sem grupos), partimos para percorrer os encantos da Bolívia.

Foi a primeira vez que dedicamos um projeto inteiramente a um único país, com o objetivo de conhecer lugares que ainda não tinhamos visitado, priorizando pontos turísticos pouco explorados por motociclsitas - daí o termos Fora do Mapa usado no nome do projeto.

Partimos com uma Kawasaki Versys 1000 ABS em Outrubro de 2016 rasgando os Estados de São Paulo e Mato Grosso do Sul, e dando praticamente uma volta de 360 graus na Bolívia.

Ao retornarmos, seguimos direto para o Salão Duas Rodas, aonde nossa moto ficou exposta no stand da GIVI do Brasil, ocasião em que apresentamos duas palestras no Espaço Arena Life Style, a convite do próprio Salão.

ÀS MARGENS DO LAGO TITICACA

Cidade: Copacabana/BO | Categoria: Passeios
Revisado em: 03/11/2017
Diário de Motocicleta

Amanhecer de frente para o Lago Titicaca, liso, calmo e infinito até aonde a vista alcança, traz uma sensação de paz indescritível, e difícil de sentir no nosso dia a dia, atribulado, agitado e cerrado entre paredes de escritórios.

Quem vem à Copacabana pela primeira vez, deve visitar a Ilha do Sol, lugar onde lendas dizem que Viracocha desceu dos céus e criou a Civilização Inca.
Visitamos o lugar em 2011, em um passeio mesclado com descobrimento e tensão por conta do nosso barco que fazia água, e desta vez não tínhamos que repetir a dose.
Então reservamos o dia para passear pela orla sem preocupação, apreciar a paisagem pura e simplesmente, e dar um pouco mais de atenção à Basílica de Nuestra Señora de Copacabana, que sempre ficou para uma próxima vez.

A Basílica foi incialmente construída em meados de 1.550 e reconstruída entre os anos de 1.601 a 1.640.
Seu estilo renascentista, apresenta uma nave posicionada lateralmente, ou seja, quando você entra na igreja, o altar não está na sua frente e sim a sua esquerda, lá no fundo por que por dentro, ela é tão grande quanto por fora.

O mais curioso deste templo é a Capela Aberta, ou também conhecida como Capela dos Índio, um altar com três cruzes do lado de fora da igreja, que servia para realizar cerimônias para milhares de peregrinos que visitavam a igreja, e também para atender aos índios que por costume, faziam suas cerimônias ao ar livre, e temiam entrar dentro da igreja. Um meio engenhoso de catequisar novas almas.

Além desta curiosidade, a que eu acho mais interessante é o costume do povo boliviano que vem até Copacabana para agradecer a compra de um carro, moto, van ou caminhão, e que decoram os seus veículos com flores e ornamentos, aguardam a bênção do padre e seguem para suas cidades com toda a decoração.
A tradição é deixar que as flores sequem e caiam sozinhas, não podem ser retiradas.

Então, se você vier para Bolívia e ver um carro com flores presas aos retrovisores, um chapeuzinho no teto do carro e argolas e arranjos, não é carnaval, é fé e agradecimento.

Depois deste tour, seguimos em direção a Sampaya para comer uma “Trucha” nos restaurantes flutuantes, seguindo a tradição da Civilização dos Uros.
Existem vários restaurantes que curiosamente são mais frequentados pelos locais, do que pelos turistas. A comida é boa e o diferencial é que o peixe é pescado em tanques na hora do preparo.

Uma truta serve uma pessoa, mas não mata a fome não... fica aquela vontade de passar no Burger King.

Com US$ 13,00 você paga a conta se pedir uma cerveja de 600ml, um refrigerante e dois pratos. Muito barato.

Tínhamos a vontade de subir no Mirante do Cerro Calvário, de onde se tem uma vista privilegiada de Copacabana, mas há dias meu joelho, detonado por anos de skate, vem doendo, e como ainda temos uns passeios radicas para fazer, preferimos poupa-lo e medica-lo com mais uma cerveja gelada diante do por do sol no Lago Titicaca.

Amanhã apontaremos a motoca em direção para o Brasil, mas isso não significa que estamos voltando para casa.

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