Entenda o Proj. Antes do Fim do Mundo... e um pouquinho além.



Diário de Motocicleta

Você ceramente se lembra que o mundo ia acabar em 2012 por conta do Fim do Calendário Maia, certo? Então, qual era a melhor época para ir até o Fim do Mundo?

Com essa sacada, eu e a Elda partimos rumo ao Ushuaia em meados de Dezembro de 2012, carregados de ansiedade em cruzar a Patgônia e ver o Pôr do Sol no dia 22 de Dezembro - Dia do Fim do Mundo, en directo del Fin del Mundo.

Acontece que na altura de Floripa a Elda adoeceu, o que nos fez voltar para casa para deixa-la
No dia seguinte voltei para estrada afim de cumprir os contratos feitos com nossos parcerios.

Foi a primeria vez que viajei sozinho, e a loucura veio com a ausência da Elda, que durante oito meses planejou cada passo daquela aventura e agora, não estava mais comigo.

Os Ventos Patagônicos e o Rípio foram vencidos, vi pinguins, neve, viajei com a luz do Sol até as 23h, e não vi o Pôr do Sol no dia 22, por que estava chovendo, mas eu estava lá... no fim da RUTA 3 - eu desci por ela, e subi a RUTA 40, curtindo cerca de 850 km de rípio.

Apesar da companhia de muitos amigos, chorei sozinho por passar as festas de Fim de Ano longe da minha filha, por não estar com a Elda no dia do seu aniversário, e por vezes, atônito diante das tantas coisas que descobrimos sobre nós mesmo, quando estamos no mundo sem ninguém.

MUSEU FERROVIÁRIO ROBERTO GALIAN

Cidade: Río Gallegos/AR | Categoria: Passeios
Postado em: 7/5/2013
Diário de Motocicleta

Antes de me tornar “motociclista motoqueiro”, sempre fui apaixonado por trens a ponto de hoje ter uma maquete de ferreomodelismo inacabada que jaz no quartinho dos fundos lá na lavanderia.
Não tenho mais tempo para me dedicar a sua montagem, mas ainda gosto de tudo ligado a ferrovias e sempre que posso, procuro visitar um ou outro museu, dos poucos que existem principalmente no Brasil.

Mas não é só aqui que o trem foi abandonado em prol do progresso das rodovias, em Río Gallegos o Museu Ferroviário Roberto Galian apareceu nas nossas pesquisas e o passeio se mostrou interessante, e não perdi a oportunidade de ir conferir de perto o que seria um testemunho da história ferroviária da Patagônia. Porém, ao chegar ao dito Museu, que desolação.

Apesar de estar no horário de funcionamento, o mesmo estava fechado e nem mesmo ex-funcionários que estavam na Associação Ferroviária ao lado sabiam explicar o motivo.

Fazia muito frio com uma chuvinha fina que não parava de cair, e o fato de ter caminhado algumas dezenas de quadras até ali, não me deixavam voltar sem um registro. Então, aproveitando a falta de vigilância, entrei por um buraco na cerca e fui caminhar no meio de um cemitério de locomotivas.

Nunca havia testemunhado tamanho abandono e descaso com a história, onde milhares de peças e várias composições entulhadas umas sobre as outras, apodreciam ao tempo.
Máquinas gigantescas destruídas, saqueadas e vandalizadas, escondiam latas de cola, o que indicavam que o abandono não vem hoje e os freqüentadores pouco devem se importar com a história.

Um cenário ideal para aqueles que não poupam esforços para mal dizer a preservação de monumentos e a história do nosso país, não que se justifique, mas que fique claro que o pouco caso não é uma invenção brasileira.

Após algumas fotos e uma boa caminhada sobre trilhos, vagões e locomotivas, sucumbi ao frio e a chuva e fui embora para o hotel sem conseguir visitar o interior do museu fechado.

Se você for a Río Gallegos e visitar este Museu, nos conte depois o que acho dele ok!

O Museu Ferroviário Roberto Galian fica na Calle Pellegrini, 9400, esquina com a Calle Mendoza.

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