Entenda o Proj. Antes do Fim do Mundo... e um pouquinho além.



Diário de Motocicleta

Você ceramente se lembra que o mundo ia acabar em 2012 por conta do Fim do Calendário Maia, certo? Então, qual era a melhor época para ir até o Fim do Mundo?

Com essa sacada, eu e a Elda partimos rumo ao Ushuaia em meados de Dezembro de 2012, carregados de ansiedade em cruzar a Patgônia e ver o Pôr do Sol no dia 22 de Dezembro - Dia do Fim do Mundo, en directo del Fin del Mundo.

Acontece que na altura de Floripa a Elda adoeceu, o que nos fez voltar para casa para deixa-la
No dia seguinte voltei para estrada afim de cumprir os contratos feitos com nossos parcerios.

Foi a primeria vez que viajei sozinho, e a loucura veio com a ausência da Elda, que durante oito meses planejou cada passo daquela aventura e agora, não estava mais comigo.

Os Ventos Patagônicos e o Rípio foram vencidos, vi pinguins, neve, viajei com a luz do Sol até as 23h, e não vi o Pôr do Sol no dia 22, por que estava chovendo, mas eu estava lá... no fim da RUTA 3 - eu desci por ela, e subi a RUTA 40, curtindo cerca de 850 km de rípio.

Apesar da companhia de muitos amigos, chorei sozinho por passar as festas de Fim de Ano longe da minha filha, por não estar com a Elda no dia do seu aniversário, e por vezes, atônito diante das tantas coisas que descobrimos sobre nós mesmo, quando estamos no mundo sem ninguém.

HOTEL VILA RICA

Cidade: Foz do Iguaçu/PR | Categoria: Onde Dormir
Postado em: 28/1/2014
Diário de Motocicleta

Depois de aproximadamente 300 km debaixo de chuva, cheguei na fronteira do Brasil com a Argentina e encontrei a Aduana seca... não havia caído uma gota sequer e eu estava encharcado.

Já passava das 21h e segui direto para a Pousada Sonho Meu que já conhecia por conta da viagem à Machu Picchu em 2011.
Infelizmente a Pousada estava lotada e tive que rodar por Foz em busca de outro lugar para ficar e apesar de estarmos no meio da semana e em baixa temporada, os valores estavam astronômicos.

Acabei encontrando o Hotel Vila Rica e por conta do cansaço, fome e frio, acabei ficando.

A dona do Hotel fez festa quando cheguei, dizendo que os “motoqueiros” haviam abandonado ela, que antes recebia centenas por mês, mas que nos últimos tempos ninguém mais aparecia.

Eu devia ter entendido isso como sinal, mas a água na minha roupa não me deixou pensar muito e reservei logo duas diárias, já que no dia seguinte faria turismo por Foz do Iguaçu.

O quarto é muito triste, com três camas de alvenaria e colchões e roupa de cama velhos, possui frigobar fedido, mas seca uma roupa como ninguém. Tem ar condicionado e a TV pega muito mal, tal qual o Wi-Fi e o chuveiro que solta um cheiro de fio queimado anunciando um curto a qualquer momento.

Pensei em mudar de hotel, mas meu orçamento no fim da viagem já havia estourado e como estava sozinho, fui ficando.

O café da manhã tinha bolo seco, frutas passadas e manteiga líquida por causa do calor... realmente um cenário triste de tirar o apetite... o lado bom é que o hotel tem estacionamento fechado e alguns espaços cobertos.

Ideal para sacoleiros ou solteiros sem muita exigências... se for com a mulher, procure outro hotel.

Paguei R$60,00 a diária (US$27,00), em dinheiro pois não aceitam cartões. Para se ter uma idéia, os outros hotéis que pesquisei cobravam cerca de R$150,00 (US$68,00).

O Hotel Vila Rica – que já foi Hotel Zelinsk – fica na Avenida Costa e Silva, 788 – Foz do Iguaçu.

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