REAVALIANDO A KAWASAKI VERSYS 1000 ABS

Revisado em: 09/04/2018 | Categoria: Avaliações
Diário de Motocicleta

Em outubro de 2017 tive a oportunidade de motocar cerca de 10.000 km com a Versys 1000 ABS que na ocasião estava ainda com pelinhos nos pneus, tendo rodado apenas 1.000 km em testes de emissão de carbono.

Apesar de ter me surpreendido muito – nunca tinha viajado com uma moto de quatro canecos – ela ainda estava amaciando o motor, um pouco lenta na arrancada e bruta no desacelerar, quase fincando ao se tirar a mão do acelerador.

Fui gentil com ela e não ultrapassei a casa dos 130 km/h, até por que meu roteiro se deu pelas intermináveis curvas da Cordilheira dos Andes boliviana, que não permitem muitas gracinhas.
A média foi de 16.8L/km, atingindo o máximo de 18.9L em altitude e com a excelente gasolina da Bolívia, e o ponto negativo ficou com o pneu T30 da Bridgestone atingiu a marca TWI aos 6.500 km.



O que mudou?

Agora peguei a motoca com cerca de 21.000 km para um Tour ao Deserto do Atacama, um roteiro completamente diferente do anterior, uma vez que as retas se estendem muito mais que os trechos em curvas, que se resumem a subida da Cordilheira entre Argentina e Chile, cruzando o famoso Paso Jama.
Tirando esta pernada que dá um pouco mais de 600km, o restante é flat e praticamente ao nível do mar.

A primeira coisa que notei foi a maciez do motor que passou a responder muito mais rápido a entortada de cabo, e muito mais suave ao soltar o acelerador, mantendo a “banguela” por um bom tempo.



Em matéria de consumo, o que já era bom ficou melhor, mesmo em baixa altitude, onde a média ficou entre 20.4L/km e 21L/km.

Vale ressaltar que nesta viagem não fui com a minha esposa – o que certamente influencia no consumo, bem como no consumo do pneu que voltou com muita borracha para queimar.

No roteiro da Bolívia, o que me salvou foi a grande quantidade de curvas que tinha no meu caminho, e me lembro de ter comentado que se tivesse ido ao Ushuaia ou Atacama, voltaria na lona... mas não foi o que aconteceu.
O crédito não se atribui a qualidade do pneu da Bridgestone, e sim a falta da garupa e sua bagagem – então mantenho o alerta de durabilidade de 6.500km caso a viagem seja com a patroa, e 10.000km em viagem solo.



Nesta viagem, rodei 7.300 km ida e volta entre São Paulo (capital) e Antofagasta, litoral do Chile, e para tal, recebi a motoca com pneus novos, e pastilhas de freios trocadas, embora ainda não fosse necessário troca-las.
Quando indaguei os mecânicos da Kawasaki sobre a manutenção da Versys 1000 neste tempo de vida, a resposta foi surpreendente.

- Aos 1.000 km troca de óleo e filtro;
- Aos 6.000 km troca de óleo (feita por mim na estrada);
- Aos 10.000 km troca dos pneus;
- Aos 12.000 km troca de óleo/filtro e velas de ignição;
- Aos 18.000 km troca do filtro de ar.

Antecipando a minha viagem:
- Aos 21.000 km troca das velas, pastilhas, óleo/filtro, pneus e fluidos de freios.

Essas peças podem ser facilmente encontradas no mercado, e giram em torno de R$ 4.600,00 – se o amigo rodar 20 mil km no ano, com uma poupança de R$ 383,00 por mês terá um pé de meia suficiente para manter a motoca em dia.



Eu particularmente aplico as minhas motos, um fator de depreciação por KM rodado, e neste caso, a Kawasaki Versys 1000 ABS está na casa dos R$ 0,22/KM – para se ter uma ideia, minha antiga DUCATI Multistrada 1200 S Touring tinha um custo de R$ 0,89/KM, ou seja, uma manutenção de R$ 17.800 pelos mesmos 20.000 km rodados.

Pensando naquela máxima de menos é mais, neste caso, a Kawasaki Versys 1000 ABS te entrega uma excelente moto por uma manutenção justa e que cabe no bolso.

Boas estradas sempre.


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