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PRAÇA E MONUMENTO À REPÚBLICA

Dia: 10/12/2014 | Cidade: Belém/PA | Categoria: Passeios
Diário de Motocicleta

A história da Praça da República é muito curiosa, e inicialmente era chamada de Largo da Campina.

Durante o período do Império, a praça chamou-se Pedro II, em homenagem ao Imperador, e anos mais tarde, com a construção de um armazém para guardar pólvora, passou a chamar-se Largo da Pólvora, mais ou menos na época em que foi erguida uma forca, embora não haja registro de execução. No entanto, a área também serviu de cemitério, onde os corpos dos escravos e pobres eram sepultados em cova rasa.

Em 1878, com a inauguração do Theatro de Nossa Senhora da Paz, hoje simplesmente Theatro da Paz, iniciou-se um tímido processo de urbanização, até que, com a queda do Império, o espaço recebeu a denominação de Praça da República.

Para as comemorações do primeiro aniversário da implantação do regime republicano no Brasil, o então governador paraense Justo Chermont decidiu erguer um monumento comemorativo, e para isso resolveu realizar um concurso para escolha do melhor projeto.

O Consulado Brasileiro espalhou o edital em várias cidades da Europa, e centenas de projetos começaram a chegar à Belém.

Após uma rigorosa seleção, o grande júri chegou ao impasse entre duas propostas dos escultores Emilio De Lorenzi e Michele Sansebastiano, italiano de Gênova que acabou sendo escolhido.

Em 1890 foi lançada a da pedra fundamental e sete anos depois, no dia 15 de Novembro de 1897, o Monumento à Republica foi inaugurado no centro da praça, composto por um conjunto de esculturas de mármore e bronze.

No alto do monumento, quase a 20 metros de altura está a Marianne com as insígnias revolucionárias da sua identidade. O projeto previa que ela segurasse um ramo de Oliveira, mas foi considerada muito pacifista pelos militares e optou-se por uma espada.

O grupo escultórico que representa o Progresso Nacional vem na forma de um gênio alado apoiado sobre um leão, símbolo da força, levantando o estandarte da república.

Já o grupo escultórico que representa a História, surge na forma de uma formosa mulher que registra na página de um grande livro, sustentado por um pequeno gênio, a data da Proclamação da República.

Nas laterais situam-se dois gênios sentados, tendo em suas mãos tarjas sobre as quais está escrito em uma “probidade” e na outra “união”.

É um monumento muito bonito, assim como todo conjunto arquitetônico da Praça da República. Vale o passeio entre coretos e as sombras das árvores que aliviam o calor dos dias em Belém.

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