patrocinado por

ENTRANDO NO PERU

9º dia de viagem
Cidade: Arequipa/PE | Categoria: Diário do Piloto
Postado em: 10/8/2015
Diário de Motocicleta

Realmente em grandes altitudes, qualquer metro faz toda a diferença.
Dormimos em Putre que está à 3.650 m e nos sentimos muito bem. Com temperaturas mais brandas, na casa dos 0˚C, dormimos tranquilos e conseguimos recuperar as energias.

Com o objetivo de seguir para Arequipa/PE, onde o fuso horário nos ajudaria em duas horas a menos que no Chile, saímos tarde da pousada e colocamos a moto na estrada às 11h30.

A Ruta 11 que desce para Arica é uma das mais lindas que já cruzei no Chile, com um trajeto sinuoso e precipícios com mais de 1.000 m de queda oferecendo um visual majestoso.

O asfalto é muito bom, embora muitos trechos o asfalto foi levado por desmoronamentos, expondo a terra e necessitando muita atenção, principalmente em curvas fechadas, onde do nada enormes panelões de terra surgem à sua frente.

A quantidade de caminhões é mínima, pois esta estrada só serve para seguir até a Bolívia, e claro, para pequenas cidades ao longo dela.

Na altura da cidade de Molinos o visual é alucinante, pois da estrada se vê a cidade no fim do vale, verde e repleta de plantações de milho e batata a aproximadamente uns 1500 m de altitude abaixo, descendo em meio a curvas de 90˚, em um zig zag que oferece vários ângulos para fotos.

É curioso olhar de um lado e ver pedras e areia e do outro campos verdinhos.


Ao chegarmos em Arica, fomos buscar uma casa de câmbio no Terminal Rodoviário Internacional para comprar Soles e seguimos para mais uma Aduana.

Os passos foram os seguintes no lado Chileno.

1- Comprar um formulário para declaração de passageiros;
2- Dar baixa na Migração Chilena apresentando essa declaração;
3- Dar baixa na Aduana (moto) apresentando o Permiso dado na entrada do Chile;

Esse trâmite nos consumiu 1h.
Seguimos 500 m a frente para a Aduana do Peru, e os passos foram:

1- Preencher o Formulário de Migração comprado no lado chileno;
2- Dar entrada na Migracão.
3- Passar toda a bagagem no scanner;
4- Passar a moto para vistoria;
5- Dar entrada da moto no CIT – Aduana e pegar o Permiso para pilotar no Peru;
6- Comprar o SOAPEX – seguro obrigatório para veículos estrangeiros (US$ 27,00 por 15 dias).

Esse trâmite nos consumiu mais uma hora, e o que tínhamos de vantagem por conta do fuso foi perdido nesta burocracia.

Pegamos estrada inicialmente em uma reta de 50 km com uma Aduana de Controle no meio do caminho, onde é obrigatório parar e apresentar o Permiso para pilotar e o Documento da Moto.

Registro feito, seguimos mais 30 km de retas até que as curvas começassem a aparecer e um cenário parecido com Marte preenchesse nosso campo de visão – confira as fotos.

Saímos de uma área nublada para o céu aberto e azul quando subimos a quase 2.000 m de altitude.
O Sol nos acompanhou até pouco depois de Moquegua, quando novamente chegamos perto do nível do mar e uma pequena garoa começou a lavar a moto, infelizmente (rs).

Chegamos em Arequipa por volta das 19h30 horário local depois de rodar cerca de 585 km.
Ficaremos aqui nos próximos dias visitando vulcões e fazendo turismo nesta cidade linda que tem vários Patrimônios Culturais tombados pela UNESCO.

fotos relacionadas
vídeos do roteiro
Parceiros neste projeto