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A TRISTE BR-163 NO SUL DO BRASIL

50º dia de viagem
Postado em: 24/9/2013 | Cidade: Iraí/RS | Categoria: Diário do Piloto
Diário de Motocicleta

 

Depois das chuvas à noite, o que muito me preocupava, o dia amanheceu frio, mas com alguns pedaços de céu azul. Isso nos animou e fez com que saíssemos relativamente cedo do hotel, coisa de uma hora antes do nosso habitual, que deveriam nos ajudar na longa distância a ser percorrida... cerca de 960 km até Porto Alegre.

Com a motoca na pista, a realidade começou a mostrar a sua cara tão logo passamos por Marechal Cândido Rondon quando a BR-163 mudou da água pro vinho, ou melhor, vinagre.

Desde que comecei a motocar e conheci as estradas do Paraná, fiquei encantado por seus traçados sinuosos, subindo e descendo morros e colinas através de um asfalto liso como nenhum outro. Mas hoje meu conceito estava sendo revisto, e infelizmente para baixo.

Buracos, rachaduras, remendos e ondulações, tudo no mesmo metro quadrado de pista começaram a retardar nossa viagem quando caminhões entraram na nossa frente, seguraram o trânsito por quilômetros e causaram acidentes mais uma vez.

O vento soprou forte e a temperatura até ajudou subindo um pouquinho, mas isso não foi suficiente para encurtar nossa viagem que seguindo por um emaranhado de estradas, centros urbanos e lombadas desnecessárias diante de tantos buracos se estendeu tarde adentro.

Quando saímos do Paraná e entramos em Santa Catarina, a BR-163 continuou ruim, mesmo com obras em alguns trechos, até mesmo na BR-282, estrada deliciosa que liga o Litoral às Serras Catarinenses.

Saindo dela, entramos na BR-158 e cruzando o Rio Uruguai, entramos no Rio Grande do Sul parando logo em Iraí prestes à anoitecer.

Pelos planos ainda faltavam 460 km que não seriam feitos à noite por nada desse mundo. O frio da Serra já nos colocara a prova por tempo demais e agora era hora de se abrigar e fazer uma boa refeição... amanhã concluiríamos a viagem.

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