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CAVERNAS DE CERRO LEONES

Cidade: Bariloche/AR | Categoria: Passeios
Postado em: 31/12/2012
Diário de Motocicleta

Hoje pela manhã a moto me pregou um grande susto. Fui ligá-la depois de três dias parada e ela não falou comigo. Fez um barulho estranho como se não tivesse óleo e tudo estivesse travado.
Tentei umas três ou quatro vezes e a movimentei para frente para fazer o virabrequim girar um pouco. Bati, e novamente fez um barulho estranho, mas pegou.

Fiquei preocupado e sai em busca de troca de óleo, mas num dia 31 de Dezembro não seria tarefa fácil.
Pedi informações em um Posto YPF e acabei achando um mecânico com a porta meio aberta, mas não tinha óleo. Me indicou onde eu poderia comprar e voltar ali para trocar por $ 150,00 Pesos – isso dá uns R$ 70,00 de mão de obra, pode não ser muito, mas pensando em Pesos são duas boas refeições, ou três se você estiver na dieta do sanduíche.

Fui atrás do óleo e só achei Motul por $ 70,00 Pesos o Litro – total, R$ 100,00 de óleo. Ai os $ 150,00 da troca pesaram e eu precisava dar um jeito.

Comecei a procurar outros lugares que me fariam essa troca mais em conta, e achei um beco onde me disseram que ali se trocava “azeite de motor”. Desci e não tinha ninguém, só garrafas de óleo vazias jogadas por todos os lados e uma vasilha que me servia como uma luva.

Enquanto eu buscava as ferramentas veio um senhor ao qual pedi a vasilha emprestada para trocar meu óleo. Ele não hesitou um segundo sequer e atendeu ao meu pedido sem protestar.

Óleo trocado, bora para o Cerro Leones visitar as cavernas.


O Cerro Leones está situado no extremo leste do lago Nahuel Huapi, a uns 20 km de Bariloche, pela Ruta 237 até o cruzamento com a Ruta 23, e 1 km da mesma, em rípio suave e compactado.

Na verdade Cerro Leones era um Vulcão que permaneceu ativo por milhões de anos, mas depois de intensas erupções, ao longo do tempo sua atividade foi cessando até se transformar em uma montanha rochosa de pouco mais de 900 m que vemos agora.

A visita ao Cerro é uma excursão fácil, possível de ser realizada por toda família, com subida que leva às cavernas feita por um caminho levemente inclinado, ladeado por algumas passarelas de madeira.
As cavernas foram criadas por conta de bolsões de gases presos, que solidificaram as rochas e possibilitaram que elas fossem habitadas por aborígenes por cerca de 8 mil anos.

Ao longo da subida podemos ter uma visão panorâmica da cidade de Bariloche, do Lago Nahuel Huapi e das montanhas Catedral e Tronador, este último encoberto pelas nuvens, não estava visível.

O passeio pelas três cavernas leva duas horas, e o regresso meia hora.
Pesquisadores em seus estudos descobriram que as cavernas eram usadas como dormitórios coletivos, sendo que, no fundo das cavernas dormiam as crianças e as mulheres, enquanto que os homens, por uma questão de segurança contra os ataques de pumas, dormiam na parte dianteira, com um turno de vigilância noturna.

Mais tarde os aborígenes partiram dali deixando algumas pinturas rupestres, e o local se transformou num cemitério.

Todos os objetos e esqueletos encontrados ali foram levados pelo arqueólogo Francisco P. Moreno ao "Museo de Ciencias Naturales" que ele montou na cidade de La Plata.

A última das cavernas a ser visitada, a maior e mais atrativa, não é recomendada para os claustrofóbicos. A caverna tem 30 metros de largura, 10 metros de altura e 130 metros de profundidade. É preciso engatinhar por uns quatro metros até chegar num salão que desemboca numa lagoa pequena, produto de um manancial que atravessa a rocha formando um espelho d'água.
Nesta última caverna são entregues capacetes, mas sem lanternas, apenas o guia possui dois faroletes, com insuficiente claridade, para enxergar onde se pisa, então todo cuidado é pouco.

O passeio é interessante e vale a pena.
O ingresso custa $ 105,00 e do centro de Bariloche, algumas agência oferecem translado por mais $ 45,00 ida e volta.

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