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1º CONTATO COM A RUTA 3

10º dia de viagem
Cidade: Bahia Blanca/AR | Categoria: Diário do Piloto
Postado em: 12/12/2012
Diário de Motocicleta

Quando eu estava no Buquebus atravessando o Rio da Prata rumo à Buenos Aires no sábado à noite, conheci um casal que me deu dicas de como pegar a Ruta 3 sem tanto trânsito. Por conta o barulho do barco e o falar rápido, muita coisa não entendi e pensei que eles se referiam ao trânsito da 9 de Julho... mas não era.

Pela manhã fui atrás de um Monopé para repor o roubado e encontrei um igualzinho e mais barato do que o furtado. Fui comprar novamente o presente da minha filha e o da Elda. Podem me levar, mas mesmo sem posses ainda posso repor.

Feito check-out no hotel, segui para a Auto Pista 25 de Mayo já na reserva, e lá não tem posto, já que é um elevado.

Após o pedágio onde moto paga $3,00 em horário normal e $5,00 em horário de pico, mantive sempre à direita até sair da Auto Pista na placa Ruta 3, quando aproveitei para abastecer.

Na verdade, nesta saída você vai acabar passando debaixo do elevado, e seguindo pela periferia de Buenos Aires, repleta de semáforo e trânsito carregado.

Somente depois de Cañuelas é que você vai sentir que está na Ruta 3, pois o movimento começa a diminuir e os semáforos vão acabando. Conte da saída da Auto Pista uns 19 km para passar esse apuro, e cuidado, fique alerta a qualquer movimento. Um motorista de Van que foi me acompanhando, também motociclista, disse que roubos na região são comuns.

A Ruta 3 na sua grande maioria é vicinal com um asfalto velho, mas em bom estado. O que cansa mesmo são suas intermináveis retas e quando surge uma curva, quando você se prepara para deitar, ela já passou.
Outro fator que cansa é a grande quantidade de caminhões na pista, tem horas em que você pode se sentir na BR-116 fácil, fácil.

Segui até a cidade de Azul onde abasteci depois de ter corrido uns 300 km, praticamente a metade do caminho. Deste ponto, existem dois caminhos para se chegar até Bahia Blanca, um é continuar na Ruta 3 e rodar mais uns 390, 400 km, outra alternativa – foi a que eu escolhi – é sair na 276 à esquerda na rotatória após o Posto YPF (aproveite para encher o tanque), e dali seguir para Olavarria e depois Coronel Pringles, já na Ruta 51.

A vantagem deste roteiro é que o número de caminhões é bem menor e você vai acabar economizando uns 50 km. A desvantagem é que no começo da Ruta 76, após Olivarria, o asfalto fica bem ruim, com buracos e valas feitas pelo excesso de peso dos caminhões. Além disso, é bom que você tenha um bom tanque, pois deste ponto em diante, são 215 km sem nada na pista.

Essa estrada dá acesso a várias cidades, mas nenhuma delas vem até a estrada... apenas as saídas onde você ainda deverá rodar uns 20 km para chegar à civilização.

Não sei se é sempre assim, mas hoje o vento lateral da direta para esquerda "tava danado", impondo resistência à moto, onde não valia entortar o cabo. Nesta brincadeira a minha velocidade de cruzeiro foi de uns 110 km/h, o que me fez chegar em Bahia Blanca por volta das 20h30, que por aqui ainda está Sol.

Rodei um pouco atrás de hotel, mas apenas um tinha estacionamento, e foi neste que fiquei.

Amanhã tenho estrada até San Antonio Oeste, coisa de 410 km que se o vento ajudar, posso esticar mais uns 300 e chegar em Trelew. Dizem os mais experientes que agora começam os Ventos Patagônicos. Vamos conhecê-los!

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