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BURACOS, VENTOS E ROTATÓRIAS

5º dia de viagem
Postado em: 7/12/2012 | Cidade: Chuí/RS | Categoria: Diário do Piloto
Diário de Motocicleta

Pensa abrir a porta do quarto do hotel e receber uma baforada quente – calma que não foi na nuca! Foi da temperatura mesmo, que nesta manhã nublada em Torres/RS marcava nos termômetros 32C° às 8h da manhã.

Sai em busca de uma Agência de Câmbio, abasteci enquanto conversava com meu bom amigo Otávio Gugu – Brazil Riders de Taubaté/SP – e após depositar a pensão da minha filha, fui para estrada com o objetivo de rodar novamente 960 km até Montevidéu/UR. Na verdade seriam 1.030 km pelo menos no Google.

Assim que peguei a BR-101 umas rajadas de vento frontais quase que empurraram a moto para trás. Foi bem difícil e cansativo segurar a moto até mais ou menos Osório – 100 km.

Depois desta atordoação, foi à hora de me perder em Osório... seguindo a BR-101 acabei entrando na BR-290 que segue para Porto Alegre, sentido contrário ao meu objetivo que era São José do Norte.

O problema que essa Freeway – como é conhecida – não tem retorno ou saída, pelo menos nos 20 km que eu andei até chegar à Polícia Rodoviária Federal. No local há um pedágio desativado, mas com radar e uma lanchonete com uma placa de “informações”. Acontece, que a atendente é caixa e não sabe dar nenhuma informação.

Fui até o posto policial e o oficial me explicou o trajeto e permitiu que eu cruzasse a linha amarela e voltasse para Osório.

18 km depois peguei a saída para Estrada do Mar, mas novamente acessei uma outra rodovia, que logo vi ser a errada. Acabei em um frigorífico onde o proprietário me deu o caminho certo.

Nessa brincadeira rodei cerca de uns 50 km e gastei quase 40 minutos perdido.
Agora na RST-101, segui rumo à Mostardas por uma estrada vicinal, mas com asfalto bom até esta cidade... uma vez nela o piso começa com buracos grandes, remendos mal feitos e asfalto novo. São cerca de 60 km de muita atenção.

Antes do centro de Mostardas tentei encontrar o amigo Pedro Massari, fui até a casa dele, mas não o encontrei... deixei um adesivo preso no portão da casa dele e parti mais que atrasado.

Cheguei em São José do Norte – isso não é nome de uma cidade gaúcha – por volta das 14h40 e vi a barca que atravessa o Lago rumo a Rio Grande.
Ao lado da plataforma da barca tem o BAR DA BARCA, onde alguns amigos já colaram seus adesivos e eu não pude ficar de fora dessa.

Conheci a simpática Da. Teresa, que é proprietária do bar a mais de 30 anos no mesmo local e que “adora motoqueiros” – “... e eles me adoram!” declarou emocionada.

A barca acabou retornando depois das 16h e saímos mesmo somente às 16h20, levando cerca de 40 minutos para cruzar a Lagoa dos Patos.
Uma vez do outro lado, já se passavam das 17h e até o Chuí ainda tinha mais de 240 km, o que já dava por certo a impossibilidade de seguir para Montevidéu, já que ao todo beirava os 600 km restantes.

Cheguei ao Chuí por volta das 19h e rodei um pouco atrás de Hotel, já que por estes lados às 20h30 o Sol ainda não tinha baixado no Horizonte.
Amanhã sigo para o Uruguai que é aqui do outro lado da rua.

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