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52º DIA - KM FINAIS

52º dia de viagem
Dia: 20/9/2011 | Cidade: São Vicente/SP | Categoria: Diário do Piloto
Diário de Motocicleta

O dia não amanheceu bonito como o pôr do Sol que vimos na tarde anterior.
Uma frente fria fechou o tempo e durante a madrugada choveu muito.

Nossos planos era rodar pelas cachoeiras de Prudentópolis, considerada a Cidade das Cachoeiras Gigantes, pois para se ter idéia, o Salto de São Francisco possui quase 200 m de queda... e por ai vai.
O problema é que as estradas de acesso são obrigatoriamente de terra, cascalho e lama, agora imagina a situação depois de uma madrugada inteira chovendo!
A própria dona do hotel onde nos hospedamos desaconselhou a tentativa de se ir de moto e diante disto, não tivemos outra alternativa do que arrumar as malas e partir.

Nosso planejamento inicial de viagem previa 46 dias... ajustamos para 53 pouco antes de sair para estrada, mas agora, encerraríamos esta aventura em 52 dias, muito tempo para alguns, muito pouco para nós, mas tudo que é bom uma hora tem que acabar, e fomos finalizar no melhor estilo, motocando pelas estradas do Paraná.

No dia anterior pegamos a BR-277 de Foz de Iguaçu até próximo de Prudentópolis, e agora voltaríamos por ela até Curitiba e de lá acessaríamos a BR-116 rumo à São Paulo.

A BR-277 é uma estrada incrivelmente linda. Já a conhecia deste ponto em diante e pegá-la de uma ponta a outra foi fantástico.
 É muito bem asfaltada e sinalizada, possui muitas curvas e trechos sinuosos e requer atenção como qualquer outra pista vicinal.
Em meio ao sobe e desce de colinas, as margens formam corredores de pinheiros e araucárias e, não parar para fotografar, é quase um pecado (rs).
O ritmo só é interrompido quando nos deparamos com caminhões que não chegam a ser um transtorno, mas as ultrapassagens são complicadas, pois a faixa contínua prevalece a maior parte do tempo.

Cerca de 40 km antes de Curitiba a BR-277 deixa o aspecto de estradinha do interior e se transforma em uma Autoban, duplicada com três faixas de cada lado, velocidade de 110 km/h e para variar, mais pedágios. Aliás, esse trecho custou R$10,50.

Chegando em Curitiba existe uma saída para BR-116, é um anel viário que dá uma volta monstro e por isso optei em cortar pela cidade.
Se você está com pressa, use o anel viário... pela cidade o transito é embaçado, muitos semáforos e é preciso seguir em direção a São José dos Pinhais para pegar a BR.

Seguimos firmes e uma vez na Regis Bittencourt foi entortar o cabo para compensar o tempo no trânsito, coisa de 35 minutos perdidos.

Muitos amigos devem conhecer a BR-116. O asfalto está bom, exceto nos trechos de serra, onde os remendos são muito mal feitos.
Nas serrinhas a atenção deve ser redobrada, pois é um trecho de muitos acidentes, principalmente de caminhões – eu já presenciei dois acidentes no mesmo dia certa vez – talvez seja por isso mesmo que os remendos são tão ruins, se fosse um tapete o número de acidentes seria muito maior.

Na altura de Miracatu saímos da BR-116 e entramos na Rodovia Padre Manoel da Nóbrega rumo ao Litoral Sul de São Paulo... outra serra que requer atenção, são 30 km vicinais com um asfalto bem judiado e alguns trechos recapeados. A noite e com chuva é melhor nem pegar, mas se não tiver jeito, toda prudência é pouca.

Ultrapassada a serra de Pedro de Toledo e Itariri, seguimos o retão até São Vicente concluindo 652 km finais e somando 13.203 km rodados nesta trip de 52 dias.

Agora no conforto do lar, postaremos artigos sobre aspectos das cidades visitadas, hotéis e restaurantes e mais detalhes de passeios, para que os amigos estradeiros possam se guiar com segurança e informação.

Ainda em tempo, gostaríamos de agradecer a companhia de todos vocês nesta nossa viagem, os comentários aqui no Diário de Motocicleta, no nosso Twitter e Facebook nos motivaram a continuar postando relatos e fotos diariamente.
Viajar de moto é sempre muito bom... com a companhia dos amigos é melhor ainda.

Continuem com a gente, pois muita informação e vídeos serão postados a partir de hoje.

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