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40º DIA - ANTOFAGASTA - CIDADE ÍCONE DOS MOTOCICLISTAS BRASILEIROS

40º dia de viagem
Cidade: Antofagasta/CH | Categoria: Diário do Piloto
Postado em: 8/9/2011
Diário de Motocicleta

Hoje foi difícil de levantar, isso por que mudamos de fuso horário entre o Perú e o Chile.

Bastou atravessar a fronteira e lá se foram duas horas de diferença no relógio... enquanto no Peru a diferença é de duas horas em relação ao Brasil, no Chile o horário é o mesmo que o nosso.

Não ajustei o relógio do computador, então quando levantávamos às 9h (no Brasil), localmente eram 7h ainda...
Porém hoje foi horário local e real (rs)... mas vamos nos adaptar em breve.
Moto montada... lá fomos nós para Antofagasta, cidade icônica para os motociclistas principalmente do Brasil que passam pela Mão do Deserto para a foto clássica de todo viajante.

Seguimos pela Ruta 1 cerca de 400 km beirando o mar... um visual indescritível com a Cordilheira do lado esquerdo e o pacífico do lado direito.

Motocar ao lado dos Andes é uma sensação de arrancar risos dentro do capacete.
Suas enormes montanhas que em alguns pontos posso dizer que sobem cerca de 1.000 m de altitude, mostram o quanto a Terra é poderosa e o quão somos pequenos e frágeis.

A pista da Ruta 1 é um espetáculo a parte. No Chile as faixas são brancas, ao contrário do Brasil e até mesmo Bolívia e Peru que usam a sinalização amarela.
Em contraste com o asfalto negro e liso, as faixas são muito bem vistas a distância e deixam a rodovia ainda mais bonita.

As curvas são bem planejadas e muito poucas são fechadas, mas mesmo com guard rail é preciso atenção. Um oficial que nos parou num posto de controle informou que a Ruta 1 é a mais perigosa do Chile e que muita gente morre aqui por ano, principalmente por conta da falta de respeito à sinalização e o excesso de velocidade dos caminhões.
Não cruzamos com muitos, mas realmente os caras andam chutado por esta “ruta” vicinal.

Paramos em Tocopilla, cerca de 200 km depois de sair de Iquique e abastecemos a moto... vale ressaltar que até agora tem se tornado um padrão a falta de postos de gasolina ao longo da estrada. Ontem tivemos que comprar gasolina numa vila, pois em 300 km de estrada, não passamos por nenhum posto... hoje não foi diferente, apenas um num trecho de 100km a menos, então se vier rodar pela costa norte do Chile, ou você precisa de um tanque com autonomia de no mínimo 250 km ou traga garrafas pet com gasolina. Rezar não vai adiantar.

Os 100 km antes de chegar em Antofagasta, o caminho perde seu charme... as montanhas que antes estavam colados na pista se afastam e diminuem suas alturas... o mar também se afasta e a pista se torna um retão sem graça e cheio de desvios por conta de obras na pista.

Ao chegar em Antofagasta, o cenário não anima muito, pois como muitas outras cidades, a entrada se dá pela periferia ( e qual no mundo é atraente? ).
Aqui não foge a regra, mas logo atingimos a costa e a cidade se mostra bem grande e muito bonita.

Rodamos cerca de 435 km até encontrar um hotel acessível... aqui em Antofagasta a estadia é muito cara, chegando a R$500,00 a diária, mas graças à Deus conseguimos uma por R$150,00.

Amanhã iremos para San Pedro do Atacama.

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