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33º DIA - AO INVÉS DE VOLTAR PARA CASA...

33º dia de viagem
Cidade: Lima/PE | Categoria: Diário do Piloto
Postado em: 1/9/2011
Diário de Motocicleta

Nosso roteiro previa iniciar a volta para casa a partir de Nasca, descendo para o Sul até atingir o Chile e depois Argentina antes de entrar no Brasil.
Mas quando voltaremos para estas bandas? Acho que não tão cedo, então resolvemos alterar a rota numa mudança que acrescentará cerca de uns 1000 km a mais.

Ao invés de voltar, resolvemos subir mais e seguimos para Lima.
Estava tudo pronto para sair às 10h (local), mas na hora de pagar eu só tinha Dólares e o Hotel não aceitava. Tive que ir até a praça e entrar na fila do Banco de Arequipa, pois somente os bancos trocam Dólares.
Essa brincadeira me colocou na pista apenas às 11h30, e lá fomos nós em direção a Lima.

Antes demos uma parada no Mirante das Linhas de Nasca, uma torre que fica diante da Árvore e das Mãos... são dois Soles para subir uma torre de menos de 20 metros para admirar dois desenhos.
Sinceramente vale muito mais o vôo, e como tinha muita gente para subir... seguimos viagem.
Esse trecho foi interessante... passamos por cerca de 4 motociclistas (uma dupla e dois solos) rodando as Rutas do Peru, e pelas placas, eram todos peruanos.

O caminho é bem simples, basta seguir a Panamericana rumo ao norte.
A pista é muito boa, mas requer atenção após o Mirante das Linhas de Nasca, pois neste trecho se inicia uma reta de 60 km sem absolutamente nada... pra não dizer nada, contei um pseudo vilarejo com três botecos, uma borracharia e uma antena da Claro.
Posto de gasolina? Nada!

Passado esse trecho, é necessário paciência, pois cruza-se as cidades de Santiago e Ica e seus 30 e poucos kms são repletos de pedestres, trânsito local, caminhões, tratores e o que mais você imaginar.

É um trecho que retarda muito a viagem, mas depois deslancha ate a cidade de Chincha onde novamente o trânsito fica enjoado, mas em menor quilometragem.
Chegando finalmente às margens do Pacífico, a Panamericana sofre duplicação e dá para entortar o cabo.
Mas fique atento ao combustível... nessa altura, meu tanque estava quase vazio e eu me perguntava por que não tinha abastecido.
Quando se está viajando sozinho, isso é um problema seu, mas com garupa... é mais complicado, se você for casado com a garupa... você está lascado se der pane seca.

Por sorte, cerca de uns 50 km chegamos a San Vicente de Cañete e com ele um Grifo (posto de gasolina). O tanque estava vazio e depois de completo, faltavam 110 km até Lima.

Fomos margeando o Oceano Pacífico que, comparado com a costa brasileira, não tem graça alguma. Um ou outro Resort e pasme, dezenas de criadores de frango, assim, na beira do mar.
O tempo estava encoberto por uma forte neblina, mas que não tocava o chão, então a impressão é que o tempo estava fechado, o que não era verdade.

Ao chegar em Lima, encontramos um trânsito caótico e demoramos para encontrar nosso hotel em Miraflores, um bairro chic beirando o mar, aqui em Lima.

Amanhã faremos um passeio bem distante de Lima, e na volta traremos boas fotos do lugar incrível que vamos visitar... fique com a gente!

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