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28º DIA - MACHU PICCHU

Cidade: Machu Picchu/PE | Categoria: Passeios
Postado em: 27/8/2011
Diário de Motocicleta

Quando o interfone do quarto tocou para avisar que já eram 6h da manhã, eu e a Elda já estávamos acordados, tamanha a ansiedade pelo dia que se iniciava.

Tomamos um rápido café da manhã e um guia nos colocou no taxi até a  Plaza de Armas, onde subimos no ônibus que faria a primeira parte da viagem até Machu Picchu.

Foram cerca de 72 km em quase 1h30 até Ollantaytambo onde pegaríamos o Peru Trail DOME, por uma estrada vicinal, estreita e cheia de curvas fechadas.

Na altura de Urubamba existe uma serra que desce cerca de 1.000 m de altitude, repleta de curvas em forma de cotovelo, que vai descendo uma montanha impressionante, onde o guardrail é artigo de luxo.

De moto deve ser uma adrenalina só, mas requer muita atenção, já que é comum as Vans apostarem corrida com as outras, para desembarcar seus passageiros em primeiro na estação.


Em Ollantaytambo, chegamos por volta das 8h30, quando nosso trem ainda manobrava e juntava os vagões da composição.
Embarcamos e saímos no horário rumo à Águas Calientes, povoado que fica no sopé de Machu Picchu.

O caminho que leva mais 1h30 por si só é fantástico... vai contornando um rio que alterna entre o marasmo e as corredeiras fortíssimas.
A vegetação árida vai dando lugar à mata tropical amazônica, e as árvores vão surgindo em meio a picos nevados e sítios arqueológicos Incas... de terraços à fortalezas de observação.

 À bordo do trem, é servido petiscos individuais como banana chips e feijões secos e salgados. Uma delícia, acompanhados por refrigerante, água ou chá de coca, à sua escolha.

Neste trem (Dome), o teto é revestido de clarabóias, o que possibilita fotos incríveis dos penhascos pelos quais passamos, só não se esqueça de desativar o flash... melhor mesmo é ficar de pé na porta e garantir melhores fotos sem reflexo.


Chegamos em Águas Calientes por volta das 11h da manhã e logo identificamos nosso guia Julio, que nos levaria até o micro-ônibus usado para subir até o Parque de Machu Picchu.

É uma subida e tanto, e alguns turistas optam por fazer a pé.
O caminho vai cruzando perpendicularmente a estrada que serpenteia a montanha, em uma escadaria sem fim que leva mais ou menos 2h de camelada!

Não, obrigado.
De micro-ônibus levou algo em torno de 15 minutos para chegarmos na entrada do parque, seguir o Julio e iniciarmos nossa exploração.

Ao apresentar os ingressos na entrada do parque, já dá para ver algumas construções, mas é necessário subir uma boa ribanceira até chegar no platô para a foto clássica de Mahu Picchu.

A sensação de estar, ver e sentir Machu Picchu é inexplicável. Um misto de euforia e paz que te deixa absolutamente sereno como se você estivesse ali pela milésima vez.
É incrível e inesquecível!

Nosso guia ao longo de 2h de caminhada, nos contou histórias da construção que levou cerca de 50 a 100 anos, sobre os objetivos daquela cidade, seus moradores e costumes... e muito mais.

Quando a apresentação guiada terminou, o grupo se dispersou, e quem tinha trem marcado para partir, deveria descer... quem tinha mais tempo poderia continuar no parque, este último foi o nosso caso.

Eram 14h30 e nosso trem partiria às18h45.
Logo estávamos explorando outras bandas pelas quais o guia não nos levou.

Um dia andando por Machu Picchu é pouco, acredite.
Cada ponto há uma imensa possibilidade de ângulos para fotos e paisagens exuberantes das montanhas que cercam o Parque... tão altas quanto a parte mais alta de Machu Picchu.

Subimos e descemos, entramos em salas, casas, templos... a única coisa que não se pode fazer é deixar lixo (existem idiotas que deixam) e pisar na grama... o resto é totalmente explorável.

Descemos escadarias até uma parte baixa, onde o silêncio era a nossa única companhia, e que só era cortado pelo barulho das corredeiras do rio abaixo, uma ou outra cigarra cansada e o apito do trem ecoando no vale.

Um dia para ficar para sempre na memória.

Voltamos para a entrada do Parque e pegamos o micro-ônibus até Águas Calientes - eles saem a cada 15 minutos - e ainda tivemos tempo de almoçar, comprar lembranças para os amigos e explorar um pouco a simpática cidadezinha cheia de barzinhos, restaurantes e hotéis... uma ótima pedida para se hospedar por um final de semana.

Embarcamos às 18h45 e quando chegamos no hotel em Cusco já passava das 22h30.

Investimento

O passeio com micro-ônibus ida e volta até a estação de trem, passagens ida (DOME) e volta (Turista) de trem, subida e descida de Machu Picchu de micro-ônibus e guia nos custou US$ 190 por pessoa... o ingresso mais bem pago da nossa vida.

Adquirimos no nosso hotel, mas ao redor da Praça de Armas há várias agências que oferecem o passeio por até US$15 a menos.

Convêm analisar tudo o que cada uma oferece para não amargar esse dia que tem que ficar para sempre com um dos mais incríveis da sua vida.


De alma lavada, o  Diário de Motocicleta concluiu mais um dos objetivos desta viagem... e agora vamos para Nasca!

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