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21º DIA - PASSEANDO PELA ILHA SAGRADA DOS INCAS

21º dia de viagem
Cidade: Copacabana/BO | Categoria: Diário do Piloto
Postado em: 20/8/2011
Diário de Motocicleta

Ontem à noite fiz reservas para nós quatro (Eu, Elda, Jeová e Santana) para conhecermos a Ilha do Sol, a ilha sagrada dos Incas.
O ticket foi de 20 Bolivianos por pessoa e nosso barco sairia hoje às 8h30 da manhã.

Chegamos ao píer com 15 minutos de antecedência e as condições da embarcação eram bem preocupantes, pois não havia coletes salva vidas, rádio de comunicação e os bancos eram soltos... para ajudar havia apenas um motor e o piloto ia atrás do barco (proa)... depois o Jeová observou que não havia bomba d´água no barco e para ajudar ele estava bem cheio de turistas Franceses, Espanhóis, Americanos, Alemães e Brasileiros (nós e um rapaz mochileiro de São Paulo).

Tudo certo para uma viagem de 2h30 até a Ilha do Sol que nas minhas contas deve ficar a uns 16 a 20 km da costa de Copacabana.

E lá fomos nós navegando pelo Titicaca.

Chegamos na Ilha do Sol por volta das 10h40 e já fomos recebidos pelo Juan, nosso guia que nos levou até o Museo del Oro (Inca) onde tivemos que pagar mais 10 Bolivianos cada um para entrar no parque sagrado.

O Museu é bem simples e reúne peças achadas pelo pesquisador francês Jacques Cousteau a mais de 30 anos quando fez expedições pelo Lago Titicaca e encontrou uma cidade submersa na costa da Ilha do Sol.

De lá seguimos em caminhada até os terraços incas que ainda hoje são usados para agricultura. Ao redor da ilha toda existem esses terraços que sofrem rodízio de 4 em 4 anos.

Depois caminhamos até a Roca Sagrada (Pedra Sagrada) que possui o abrigo do Sol e da Lua, a forma de um Puma (que eu não consegui enxergar) e o rosto de Wiracocha (esse eu vi) entalhado naturalmente na pedra.

A seguir fomos em direção a Pisada del Sol, duas marcas na pedra que parecem pegadas e os Incas atribuíam elas ao deus Sol. E na sequência fomos até o Chincana, um Labirinto que os Incas construíram para reflexão sobre o certo e o errado. Hoje, não mais que ruínas, suas paredes já tiveram cerca de 15 metros de altura e era coberto por telhado de palha.

Dali tínhamos duas opções, caminhar do lado Norte onde estávamos até o lado Sul, em trilha com mais de 8km chegando a 5.000 metros de altitude, ou voltar para o barco.

Voltamos para o barco (rs), mas antes tivemos que dar mais 10 Bolivianos cada ao guia... na Bolívia é assim, tudo muito barato mas se paga a toda hora.

Quando chegamos haviam uns gringos pelo jeito Noruegueses que aparentavam certo alcoolismo e estavam na parte de cima do barco... dentro uma pilha de mochilas que depois soubemos que não eram deles e sim de outros turistas que estavam na parte Sul da ilha para onde íamos.

Essas mochilas fizeram o barco navegar meio que fincado na água o que gerou um certo temor em todos os passageiros.

Quarenta minutos navegando e de repente um idiota com cara de Norueguês pula do barco no meio do Titicaca. Foi um pânico e o barco teve que voltar para resgatar o estúpido que já estava congelando.

Quando paramos no lado Sul fui reclamar com o piloto querendo saber se viajaríamos com as malas que além de tomar conta do barco, ainda ficaria mais cheio com os outros passageiros que resolveram fazer a trilha e ali embarcariam... o cara foi bem grosso e disse que não era obrigado a me levar e se eu quisesse poderia pagar para outro barco nos levar.

Faltou pouco para não mandá-lo para aquele lugar... mas preferi informar a todos que quando vierem até Copacabana às margens do Lago Titicaca, não contratem os serviços da ANDES AMAZONIA. Os barcos estão em péssimo estado e o tratamento ao turista é dos mais grosseiros. Existem outras companhias que fazem o mesmo passeio... as condições das embarcações não são das melhores mas é sempre bom saber que há outras opções.

Nossa volta levou cerca de 1h30 e eu e a Elda viemos na parte de cima do barco conversando com um simpático casal de Franceses que moram nos Alpes na França e nos convidaram para nos hospedarmos lá quando formos andar de moto na Europa.

Já estou pensando no próximo roteiro do Diário de Motocicleta. (rs)

Desembarcamos por volta das 17h30 e fomos almoçar.

Amanhã seguiremos para Puno no Peru iniciando nosso 22º dia de viagem. Continuem com a gente.

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