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CURVAS DE BABAR DENTRO DO CAPACETE

Cidade: Paraty/RJ | Categoria: Diário do Piloto
Postado em: 3/1/2008
Diário de Motocicleta

Essa rota teve um sabor a mais pra mim... apesar de ser uma vontade antiga conhecer Paraty, era aniversário da minha mulher e tinha prometido levá-la novamente a Boissucanga. Isso por si só já a deixou feliz da vida, mas as reservas eram pra Paraty (rs).
Em Boissucanga paramos e revelei que iríamos um pouco mais a diante... em São Sebastião perguntei para o frentista quanto faltava para Ubatuba... ela sorriu e viu que eu estava levando-a para longe, mas ainda sim não sabia para onde.
Já quase em Caraguatatuba, um trecho da estrada havia uma lombada e o carro que estava a minha esquerda parou antes da lombada e deve ter feito sinal para um carro que tentava atravessar a pista. O Sujeito não pensou duas vezes e acelerou. Acontece que eu passei a lombada (deveria estar a uns 20km/h) e segui em frente, quando o Chevettinho preto passa na minha frente.
Tentei frear mas apesar da baixíssima velocidade, não havia espaço para isso. Enquanto isso, o esperto do motorista do Chevette acelerou mais. Bati de frente, na altura da porta e o carra arrancou abrindo a lateral do carro como lata de sardinha.
Eu consegui sair andando, embora tivesse batido a perna no guidão e minha mulher rolou na pista.
O cara parou no acostamento e veio ver o estrago.
Por sorte a moto ficou apoiada no alforge lateral esquerdo e não machucou a lataria, mas o garfo entortou uns 2 graus o que mais para frente teria que ser torçado.
Minha mulher levou mais um susto embora tenha passado alguns dias com dor no cotovelo, por sorte usava jaqueta de couro com proteção.
O motorista bêbado e descalço me pediu desculpas e disse que cada um arcasse com o seu prejuízo e assim foi.

Passado o susto, retomamos viagem e quanto chegamos em Ubatuba finalmente abri o jogo passando por uma placa que indicava Paraty 123km (rs).

Fala sério, tem coisa melhor que fazer quem a gente ama feliz?

Bom... deixo detalhes líricos no Diário de Garupa (rs) que a patroa escreveu... vamos ao meu Diário propriamente dito!

Bom... uma vez na Rio-Santos, sempre Rio-Santos.
Curvas deliciosas que necessitam de parcimônia (rs), mas principalmente atenção nos pilotos de prova que vem em sentido contrário.
A Serra entre Maresias e São Sebastião (centro) é uma delícia, uma sucessão de curvas em "S" de molhar o capacete por dentro de tanta baba (rs).
O asfalto é muito bom e a sinalização satisfatória.
Já no Rio de Janeiro a estrada muda um pouquinho... a sinalização some então cuidado ao entrar nas curvas, você nunca saberá se é uma curva aberta ou fechada... só saberás no meio dela. O asfalto pipoca um pouco, mas nada que faça ejetar a garupa.

Quanto a abastecimento, enchi o tanque em Santos e depois em São Sebastião (centro)... dali estiquei até Paraty e só completei por desencargo de consciência.
No resto é só alegria e belas fotografias.

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