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ERRATA - PULAMOS UM DIA NOS RELATOS

16º dia de viagem
Cidade: Coqueza/BO | Categoria: Diário do Piloto
Postado em: 27/10/2017
Diário de Motocicleta

Os dias sem conexão em Sur de Lípez nos fez acumular relatos, e ávido por contar o episódio em que nos perdemos no Salar do Uyuni, me fez comer bola e pular o capítulo de como paramos do outro lado do Salar...

Só depois que alguns amigos atentos a nossa aventura, começaram a nos questionar sobre a localidade das nossas fotos, em comparação a fotos anteriores, o por que da falta de gasolina... aí é que nos demos conta do erro... então em tempo, vamos lá.

Ao voltarmos do nosso tour de Jeep 4x4 pelo Parque Eduardo Avaroa, dormimos na Cidade de Uyuni e, pela manhã seguinte, saímos em direção a Coqueza, uma pequenina comunidade aos pés do Vulcão Tunupa.

Saímos bem tarde, por que na porta do nosso hotel, encontramos um casal de viajantes que nos encheram de belas histórias e causos e perrengues.

Catarina, brasileira na casa dos 58 anos, casada com Adriano, australiano de 62 anos viajam o mundo a muitos anos e agora, estão a 15 meses em um tour pelas Américas de Land Rover, somando países aos mais de 180 visitados.

Dá pra imaginar as histórias?

Foi difícil de nos despedir, mas combinamos jantar quando eles estiverem passando pelo Brasil provavelmente ano que vem.

Com o plano traçado, seguir para o Vulcão Tunupa, mas antes parei em uma borracharia para calibrar os pneus, quando o amigo Zaga de Floripa, que mesmo na estrada com os amigos, vinha acompanhando nossa viagem, nos abordou dizendo que os seus amigos estavam em uma 4x4 rumo ao Salar. Só ele iria de moto e quis saber se estávamos indo para lá também, ao que respondi que sim, e assim partimos atrás do grupo.

Dei uma olhada no painel, e apenas uma barrinha de gasolina havia baixado, então calculei que daria de sobra para chegar em Coqueza atravessando o Salar do Uyuni, e parti despreocupado.

O guia seguiu pela Ruta 30 e entrou em Colchani, parando na famosa e tradicional feirinha de artesanato da cidade.
Aproveitamos para conhecer todos do grupo, dar algumas risadas e falar dos planos deles que continha Ruta de la Muerte, na nossa lista também.

Logo entramos no Salar, parando para fotos no Ojos de Salar, uma espécie de fonte de onde botam águas do Uyuni, que segundo a lenda, são lágrimas do Vulcão Tunupa.

Fizemos fotos, bati um papo com o Alejandro, guia do grupo, e para minha surpresa, ele estava levando o grupo justamente para o Vulcão, aonde passaríamos a noite.
Show de bola... tínhamos companhia por um trecho que desconhecíamos... na verdade meu plano era voltar para a Isla Incahuasi que já tínhamos visitado, e de lá apontar para o Vulcão e seguir, mas esse trajeto seguro renderia uns 130 km, e seguindo o Alejandro acabou dando menos de 80 km.

Então partimos, o grupo na 4x4 e o Zaga e eu de motoca, fazendo fotos, filmes e rindo dentro do capacete.

Quando chegamos a comunidade de Coqueza, acompanhei o grupo até um Hostel aonde iam almoçar, e dali me despedi de todos, com a promessa de motocarmos juntos a Ruta de la Muerte em dois dias.

Seguimos para o nosso hotel bem próximo dali, chamado Tambo Coquesa, um hotel fantástico, com um atendimento de primeira, entre o Vulcão e o Salar do Uyuni, que nestas bandas é chamado de Salar de Tunupa.

O motivo de termos escolhido pernoitar neste lugar, era o fato de na saída para La Paz, além de um trecho andado, passaríamos ao lado de uma cratera de meteorito com um raio de 2 km... o que não foi possível como contado do episódio anterior – Perdidos no Salar do Uyuni.

Agora sim, estamos de volta aos relatos.
Desculpem a confusão.

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