Entenda o Proj. Êxodo de Moto


Diário de Motocicleta

Depois de oito anos sem férias, e após cinco meses de planejamento para esta viagem, eu e a Elda partimos naquela que seria a nossa primeira viagem de longa distância.

Partimos no meio de Maio de 2010 rumo à Slavador, subindo pelo interior de Minas Gerais e Bahia, e descendo pelo litoral.

Seria uma vaigem fantástica não tivéssemos errado na época do ano... entre Maio e Setembro ocorre a temporada de chuvas no Nordeste brasileiro e não deu outra, pegamo frio em Minas e muitas chuvas de Salvador/BA até Paraty/RJ.

Foi a primeira viagem que relatamos o nosso dia a dia diretamente da estrada, e isso atraiu a companhia virtual de muitos amigos, que através de fotos, vídeos e relatos, curtiram com a gente essa nossa primeira aventura.

PÓS VIAGEM - ESTADO GERAL DA MOTO

Cidade: São Vicente/SP | Categoria: Infos Úteis
Revisado em: 29/08/2017
Diário de Motocicleta

Bom, vamos começar pelo velocímetro!
A Shelda -- nossa moto Shadow 600 modelo 2001 -- está marcando 92.600 kms – 5.500 a mais do dia em que saimos para realizar o Projeto Êxodo de Moto, nossa primeira viagem de longa distância.

Na preparação, ela passou por carburação, troca de filtro de ar, troca de filtro e óloe, troca de relação, pneu dianteiro, pastilhas de freio dianteiro e traseiro além de receber um banco Ere novo, alongador de descanso do garupa e suportes de alforges laterais. 

O caminho foi longo e por conta da inexperiência, com muita bagagem.
Nosso alforge traseiro em especial estava bem pesado, e sem que percebessêmos, um parafuso do suporte do Sisybar quebrou, e após saltar por duas lombadas, os demais parafussos entraram em colapso. 

A estrutura do SisiBar empenou e lascou o cromado, e foi substituida quando voltamos para casa.

Perdemos dois parafusos do escapamento (prisioneiro) e o descanso avançado da garupa foi quebrado enquanto a moto dormia em uma calçada em Copacabana. Rio de Janeiro. 

A moto estava vazando óleo através da bomba d´água  -- a bomba d´agua é uma peça acoplada ao motor, responsável por fazê-la girar. Como toda ligação tem fresta, por esta está vazando óleo. Trocamos o oring e o problema foi resolvido com mecânico de confiança, já que na concessionária, queriam trocar a bomba d'água e parte da carcaça do motos, já que segundo avaliação, estava trincado.

Não estava.

Na ida para Búzios a noite, após retomar a velocidade saindo de uma lombada, passamos em um buraco que amassou a roda e comprometeu seriamente o rolamento dianteiro... ele já vinha sendo castigado após Ouro Preto, e trechos ruins da BR-116 e BR-101, além de estradas de terra em Arraial d´Ajuda.
Paraty veio para acabar com o rolamento que foi a primeria coisa a ser trocado.

A caixa de direção foi avaliada e não apresenta danos. 

Foi feita nova carburação e inspecionadas sedes e agulhas que estavam em bom estado - sem troca como era previsto.

No trecho final da viagem a moto por diversas vezes afogou e o cheiro de gasolina era forte. Foi descoberta na carburação uma mangueira rachada que já foi trocada.

Os pneus estão com meia vida e ainda dá para rodar bastante com eles, o mesmo cabe para o kit de relação que verifiquei e como foram bem lubrificados a viagem toda, ainda querem ver chão passar.

A idéia é transformar a Shelda numa chopper e passar para uma outra moto mais potente e nova.

Gosto das custons... a Boulevard me aguça muito os olhos, mas começo a namorar umas V-Strom da vida. 

Vamos ver no que vai dar.

 

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