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100.000 KM NA DUCATI MULTISTRADA
PARTE 4

Revisado em: 09/11/2017 | Categoria: Mundo 2 Rodas
Diário de Motocicleta

Já abordamos aqui a paixão e a versatilidade da DUCATI Multistrada na estrada, bem como os valores de investimento necessários para manter essa paixão vermelha pulsando como se fosse Zero KM.

Agora vamos abordar um fator que pode transformar paixões em ódio e mal querer entre Marcas e Consumidores... o tal do Pós Venda e Garantias.

O hábito faz o Monge

Vale ressaltar que, no caso da DUCATI, não existe um grande fluxo de motos em DUCATI Service fazendo manutenções periódicas com frequência – acredite quando digo que sou o único no Brasil com média de 5 manutenções ao ano.

Grande parte dos clientes realizam manutenções uma vez por ano, em motos que mal ultrapassam a casa dos 30.000 km, rodados ao longo de 3 anos de uso – em média... mas graças a Deus existem exceções DUCATISTAS!

Partindo deste cenário, é de se perguntar o quão vale a pena investir em um estoque que passa parte do tempo as moscas juntando poeira?

É intrigante assistir proprietários DUCATI passarem nervoso por falta de peças.

Mas poxa vida... se não tem movimento, um estoque caro e abarrotado não se justifica, não se mantem, e além disso, podemos importar da Itália ou trazer da fábrica em Manaus.
O problema é que nestes dois casos, temos no meio do caminho um país burocrático que apreende containers por semanas e até meses.

Com esta perspectiva clara na minha mente, e andando muito de moto, o que obriga planejamento de tempo para manutenções entre uma viagem e outra, minimizei todo o nervoso a partir do momento em que passei a entrar em contato com a Autorizada cerca de 5 a 3.000 km de antecedência, solicitando não apenas o orçamento, mas as peças, e agendando o atendimento.

Por morar em Santos e fazer a manutenção em São Paulo (80 km) sempre me atenderam no mesmo dia, e na rara ocasião em que minha moto teve que pernoitar na oficina, me forneceram uma moto reserva.

Isso é um Pós venda que se espera de uma Rede de Motos Premium. Acontece que ela é feita de pessoas, que, sem treinamento, sem a transmissão dos valores da empresa na sua formação, nos faz, como em qualquer lugar, nos deparar com pessoas estúpidas.

Na DUCATI não é diferente, pois vivi e ouvi de passagens desagradáveis neste contato, porém as ações positivas, o feedback atencioso prevaleceu no fim desta história, com profissionais esforçados e muitos comprometidos.

Os mecânicos são um show a parte!
Sou do tipo de cliente que ignora completamente aquelas plaquinhas em porta de oficina proibindo a entrada de pessoa não autorizada.
Fico feliz que ela exista, assim poderei ficar sozinho, eu a moto e o mecânico durante boa parte da revisão.

Além de conhecer mais da moto, aprender a desmontar e montar algumas partes, consigo ver até aonde o mecânico manja, e até hoje nunca me decepcionei.
São caras que fizeram o curso de mecânica DUCATI e são profundos conhecedores e principalmente, curiosos com relação a máquina.

Uma sugestão... agende sua manutenção com antecedência de 5.000 km, se você roda muito ou 2.000 ou menos km se roda menos, mas agende seu atendimento, independentemente da marca d sua moto. Isso fará com que a oficina tenha a sua peça, ou então que ela seja encomendada.

Nossas motos precisam de um Dia de Noiva pra aguentar estrada, e nada pode faltar!

Acionando a Garantia

"Se você pegou essa série de artigos desde o começo, me desculpe, mais vou ter que repetir a informação. Eu não sou patrocinado da DUCATI ok. Fiz uma parceria em 2014 e só... aqui falo como proprietário de Moto DUCATI."



Você já leu alguma resposta de SAC informando que não lhe concederão Garantia por “Mau uso do Equipamento”?
Em caso afirmativo, eu sinceramente sinto muito por isso e lamento dizer que na DUCATI isso não acontece, ao menos, não aconteceu comigo.

A DUCATI oferece dois anos de garantia independentemente dos km rodados!

Houve recalls que foram feitos durante as revisões periódicas, após a identificação da moto no sistema DUCATI Service.
Estas peças estavam em estoque e foram prontamente substituídas, como a Jarra da bengala esquerda, retentores e orings.

Um problema crônico, e que parece estar resolvido na sua 4ª versão, é o Sensor de Combustível da Multistrada que para de funcionar.
O problema gera erro na informação de quantos litros existem no tanque, e consequentemente a autonomia e outras marcações.

Dá pra viver sem, dá pra viajar sem, basta conhecer a sua moto e a forma que ela responde ao seu estilo de pilotagem.

Já tive problemas na Chave Eletrônica que foi substituída e com o amortecedor traseiro que estourou aos 83.000 km em uma viagem solo – por sorte.

Aqui um parênteses quanto ao amortecedor... as moto em geral deste porte, foram projetadas para suportar 100 kg de carga em média, e sabemos em poucas contas que ultrapassamos em muito esse peso, então a quebra de um amortecedor não me causou surpresa e foi substituído pela Garantia sem dor de cabeça.

O chicote do Sensor da Suspensão traseira partiu... um erro de montagem o deixava muito justo na balança o que causou o rompimento do cabo... problema solucionado e repassado à linha de montagem.

As manoplas aquecidas pararam de funcionar, na verdade a esquerda, que quando em curto para o aquecimento da direita também... na dúvida foi trocado o par.

O Sensor do Pezinho deu pau, e mesmo com ele recolhido, ao engatar a primeira marcha a moto desligava.
O jeito, no meio da estrada, foi desconectar o sensor e fechar curto com um clipes de papel... problema solucionado no meio do nada, e peça trocada na volta pra casa.

Confira amanhã o último artigo desta série que vai avaliar se todo esse investimento valeu a pena!

Até lá...

Confira a Parte 1, Parte 2, Parte 3 e Parte Final

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