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100.000 KM NA DUCATI MULTISTRADA
PARTE 2

Postado em: 26/09/2016 | Categoria: Manutenção da Moto
Diário de Motocicleta

No artigo anterior falei do início da paixão, da pilotagem e avanços tecnológicos da Multistrada, agora veremos o outro lado em possuir uma moto Premium e o cuidar bem dela.

Sempre brinco que moto é como filho que resolveu fazer Medicina, mas que não consegue passar de semestre... as despesas nunca acabam, embora neste caso, você não tenha vontade de esganar o pescoço da sua moto.

Se você tiver essa vontade, você está fazendo alguma coisa errada.

Mantendo a máquina nova

Ao contrário que muitos pensam, não sou patrocinado da DUCATI, ponto.

Fiz realmente uma boa parceria entre a Holding Brasil e a Nave Mãe na Itália em 2014, mas ficamos por ai.

Com a moto no meu nome, além das poucas multas, a responsabilidade aumentou com a manutenção da máquina, que, neste modelo (2013) exige revisões a cada 12.000 km, parando a motoca na oficina a cada 3 ou 4 meses – uma média de 4 revisões ao ano no meu caso que rodo em média 50.000 km/ano.

Os Pneus

Este modelo vinha com o par de Pneus Scorpion Trail da Pirelli e eram assustadoramente dissolvíveis em contato com o asfalto, e pra quem rodava quase 20.000 km com um par de pneus na V-Strom, cair para 6.000 km era de arrancar os cabelos e os fios do bigode.

Desenvolvido especialmente para Multistrada, o pneu misto, macio nas laterais e mais duro ao meio da banda furava que era uma desgraça e comia borracha tal qual um dia na pista.

Medindo 190/55 17, a largura do pneu somado ao torque do motor, possibilita curvas fantásticas, e faz um conjunto mágico com a suspensão eletrônica e baixo centro de gravidade, principalmente com garupa e bagagem. Até parece que carregada ela trabalha melhor.

Mas 6.000 km num pneu, não dava.
Então amigos me indicaram o Pirelli Angel GT que saltou para os 14, 17 mil km... ufa!

Só ressaltando uma característica de piloto, eu costumo viajar na casa dos 130 km/h, com raras explosões de 140 – 150 km/h, e várias ocorrências de trechos abaixo dos 120 km/h.

Viajo por turismo com garupa e sozinho como guia de grupo.
Isso faz toda a diferença no consumo de pneus e outras peças como freios, óleo, válvulas, disco de embreagem e por ai vai.

Nestes 100.000 km foram trocados três pneus dianteiros e 7 traseiros, gerando um investimento de R$ 5.500,00 aproximadamente entre peças e mão de obra.

Discutindo a relação

A relação original chegou aos 36.000 km já estalando e foi mantida com MOTUL C1 para limpeza e C4 para lubrificação.

A primeira troca me custaria entre peças e mão de obra algo em torno de R$ 3.000,00 – salgado pra mim na época, o que me fez pesquisar o mercado de paralelas, até descobrir que não tem.

Encontrei a JT Racing que produz coroas para DUCATI de pista (Track Day – Moto GP), em alumínio, e com sistema interessante de troca rápida, que permite adquirir posteriormente apenas os dentes da coroa.
Com isso o custo desceu bastante, e apresentou durabilidade de 2/3 da original – se é mais da metade então tá valendo.

A RemotoX em São Paulo tem o Kit pra vender com Corrente Regina se eu não me engano, mas optei pela Corrente DID passo 535, e pasmem, Pinhão VAZ de 15 dentes.

Com a Coroa de 38 dentes (4 a menos da original) e Pinhão menor, acabou tirando um pouco do meu arranque nos semáforos, mas como esta estilingada consome pneu, relação, óleo e gasolina, eu curto o benefício de uma moto mais longa, com final totalmente entregue em baixo RPM.

Nas ultrapassagens na estrada nada mudou, por que a técnica neste caso faz diferença.

O consumo de combustível tende a melhorar com o motor amaciado, no início eram 16 km/L andando a 120 km/h, mas agora, com este Kit de relação, o consumo está na casa dos 19km/L andando a 135 km/h.

A melhor lubrificação se deu com a combinação do MOTUL C1 e C3, que proporcionou cerca de 20.000 km de vida para o Kit de Relação.

Nestes 100.000 km foram trocados cinco relações, gerando um investimento de R$ 7.000,00 – peças e mão de obra – aproximadamente.

No próximo artigo, vamos falar sobre as revisões feitas nas oficinas autorizadas da DUCATI ao longo destes 100 deliciosos mil km.

Até lá...


Confira a Parte 1, Parte 3, Parte 4 e Parte Final

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