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ESTADIA EM PUNO/PE

Dia: 5/1/2012 | Cidade: Puno/PE | Categoria: Onde Dormir
Diário de Motocicleta

Sair das belas margens do Titicaca em Copacabana e seguir para Puno é fácil.... difícil é se acostumar com a cidade.
20 vezes maior que Copacabana, Puno é caótica tanto no trânsito quanto pela quantidade de gente nas ruas.

Ficamos em dúvida se ficaríamos hospedados ou se rodaríamos ainda mais 500 e poucos km até Cuzco... mas a estadia em Puno vale a pena por conta do passeio até a Ilha flutuante dos Uros.

Rodamos muito até achar um hotel em conta... os preços são bem salgados, e depois de passar 10 dias na Bolívia onde tudo é praticamente de graça, se acostumar com novos valores leva tempo.

O Santana tinha passado por um Hotel e perguntado o valor... como não achávamos nada mais baixo... fomos até o Hotel Ayllu, o segundo pior hotel desta viagem.

Primeiro que demorou uma eternidade para o guri que trabalhava na recepção nos indicar o estacionamento do outro lado da quadra... quando finalmente abriu o portão, tínhamos uma série de escadas até os quartos, e nem é preciso dizer que nenhuma alma bondosa nos ajudou com a bagagem.

Não havia quarto com cama de casal, embora o hotel estivesse vazio, então pegamos um quarto bem simples com duas camas de solteiro, TV e um banheiro.

Todas as informações que pedíamos eram balbuciadas pelos recepcionistas e mal conseguíamos entender uma só palavra... até chegar o ponto de desistirmos da comunicação.

A água do chuveiro esquentava por 20 segundos e esfriava por mais 20 segundos... é sério, eu contei e era esse o ritmo, só não me perguntem por que... de todas as vezes que tomei banho observei essa cadência.

Na primeira noite, após desfazer todas as malas, fui tentar ligar o Wi-Fi e nada... tentamos por todos os lados do hotel até descobrir que não havia Wi-Fi e sim internet a cabo em um computador no saguão do hotel, o qual era usado por uma das funcionárias que não manifestava o menor sinal de “semancol” e nos deixava usar.
Informação errada quando disseram que havia wireless.

Comecei a notar que o hotel era gerido por uma família, e um era tio ou sobrinho do outro.
Quando finalmente consegui sentar no computador para enviar o relato do dia... quem disse que dava para usar?

Alguém se lembra do Windows 98 com Internet Explorer 6?
Em Puno é usado em larga escala (rs)!

Nem o site Diário de Motocicleta e nem o Blog do Salão Duas Rodas funcionavam nesse equipamento e desisti pouco antes de começar a passar mal com vômitos e diarréia. Até pensei que fosse por conta da altitude, mas depois de encarar os 4.060m de Potosí... 4.000m não iam me derrubar, e com certeza não foi isso, acho que foi a Inca Cola quente que tomei antes de sair da Bolívia.

Enfim... na manhã seguinte um café da manhã em que era possível escolher ou café ou chá de coca... fui de coca. Um pão bem duro e uma manteiga estranha completavam o “desayuno”.

O meu banheiro não tinha mais água e deixei por conta do gerente arrumar enquanto saímos para passear pelas Ilhas Flutuantes dos Uros.

No terceiro dia arrumamos as malas pagamos a conta e vazamos para Cuzco.

Não recomendamos o hotel por conta de não haver boa comunicação, banho praticamente gelado, café da manhã lastimável, (melhor não ter) e informações errôneas como no caso da internet.

A conta deu S/. 140,00, ou R$87,43 (70 Novo Soles por diária – US$26,33) pagos em Novo Soles, pois não aceitam Dólares e nem cartão algum.

O Hotel Ayllu fica na Av. Laykakota, 229 – Tel. 35-1555 – não possui site.

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